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7 de fevereiro de 2015

Como aprendi a me amar?


Oi, meu nome é Viviane, sou "a gordinha" desde que nasci.
Sou aquela que era chamada de gorda pelas próprias amigas (?) de escola, mas não deixava que ninguém soubesse o quanto isso causava dor, e continuou machucando na adolescência inteira e, ainda hoje, se ela não levar umas sacudidas de si mesma ainda dá umas escorregadas e fica se achando a mais feia e inadequada da "classe" novamente.
Fiz uma pá de dietas, emagrecia e engordava tudo de novo. 
Já fui parar no hospital com o tal do peso ideal, mas fraca porque passava quase o dia inteiro sem comer. 
E a culpa? A culpa não é das pessoas que me chamavam de gorda, a culpa foi minha que não me amava o suficiente pra devolver um "e daí?".

Caí na real e percebi que eu nem sequer via mais essas pessoas que me causaram dor por anos e que era eu quem ainda as tornava tão importantes na minha vida, fazendo-as presentes cada vez que eu não me achava bonita o suficiente. 
Suficiente pra quem? 
E decidi apagar esses fantasmas. Quer saber? Só devemos manter na nossa vida e no nosso coração quem nos faz bem.

Esses dias eu estava pensando muito sobre auto-estima e o que podia fazer pra melhorar a minha. Eis que surge um "presente" pelas mãos da Carol e da Simone
Explico.
Elas criaram um projeto chamado "Me amo assim" e do projeto nasceu um grupo com o mesmo nome para "ajudar e propor amor próprio a meninas(os) que não se aceitam ou tem dificuldade de olhar pra si mesmo e dizer com firmeza "ME AMO DO JEITO QUE SOU"".
Eu não sou muito de acreditar em "mero acaso" da vida. Pra mim, tudo tem um porquê.

Para dar início ao projeto as blogueiras participantes teriam de escrever sobre "Como aprendi a me amar?". E cá estou! o/

Comecei a puxar na memória pra escrever sobre o como, e minha mente acabou trocando ele por "quando". 
Divido alguns dos meus "quandos" com vocês: 
 Quando vi que meu sorriso que todos diziam que "precisava de aparelho", embora eu já gostasse dele como é, era largo o suficiente pra mim e pra quem não sabia sorrir;
 Quando vi que usar óculos não me impede de usar maquiagem. E não vai ser uma armação que vai me impedir de usar uma sombra roxa e um batom roxo ou um brinco gigante;
 Quando vi que quando a gente gosta do que a gente está vestindo, as críticas doem bem menos, e quando a gente gosta muito elas nem doem;
 Quando vi que ter "defeitos" me faz ser humana como qualquer outra pessoa;
 Quando vi que meu quadril largo que me impedia de comprar uma calça do modelo que todo mundo quer me deixava bonita em um vestido (e passei a amar vestidos);
 Quando vi que ninguém reparava nas minhas marcas de espinhas, a não ser eu mesma;
 Quando vi que a vida era bem maior do que rótulos, números de roupa ou na balança;
 Quando vi que se sentir bonita não é ser arrogante ou metida, é aceitar que no mundo tem espaço pra todos nós, para todas as belezas e thank God porque o mundo é assim!

Não tive como não lembrar de duas coisas que minha mãe sempre me disse e que se eu deveria ter ouvido antes: 
1) Se você não se amar, ninguém vai te amar. 
2) As pessoas que valem a pena te amam como você é. 

Vez ou outra eu ainda tropeço e até caio porque não somos de aço, né? Mas posso dizer que hoje estou bem mais forte pra aguentar alguns forninhos dessa vida do que há anos atrás.

Aqui deixo alguns posts de mais lindezas que estão participando do projeto: 
EduardaEllem, Amannda, Camila, Thaís e Júlia

vem participar do grupo você também!


Minhas Mineirices por aí:
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2 comentários:

  1. Se você não se amar primeiro fica quase impossível alguém te amar. Que post bonito. Amo ver as mulheres tendo amor próprio e olha que está faltando
    Beijos

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    Respostas
    1. Obrigada! ♥♥♥
      É tão difícil a gente conseguir ter esse amor próprio sempre, né? Mas vamos caminhando e lutando pra ele permanecer com a gente! :)
      Beijos

      Excluir

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